China aprova novos traços de soja, milho e canola

    A China aprovou cinco variedades geneticamente modificadas para importação na última terça-feira, a primeira em cerca de 18 meses, quando representantes do país asiático e dos Estados Unidos se reuniram em conversas cara a cara para tentar resolver divergências comerciais. Cinco outros produtos, cujos fabricantes são conhecidos por pedir aprovação, não a receberam do Ministério da Agricultura da China.

    Alguns que foram aprovados, incluindo duas variedades de canola, aguardavam há seis anos. Outros, como a soja DowDuPont Inc, são mais recentes e foram desenvolvidos para desafiar o domínio histórico da Monsanto, agora pertencente à alemã Bayer, do mercado de US$ 40 bilhões da soja. Os agricultores americanos não plantarão sementes de soja em grandes quantidades, a menos que sejam aprovadas pela China, que até a guerra comercial havia importado 60% da soja dos EUA.

    Dentre as aprovadas, a DAS-44406-6, conhecida como soja Enlist E3, fabricada pela DowDuPont, foi criada para resistir ao glifosato, glufosinato e 2,4-D para controle de ervas daninhas e aumento de produtividade. O DP 4114, Qrome, também produzido pela DowDuPont, é um produto de milho resistente ao glufosinato e projetado para proteger contra insetos e aumentar os rendimentos. A soja SYHT0H2 foi desenvolvida pela Bayer Crop Science e pela Syngenta (SYENF.PK), mas passou a ser da empresa alemã BASF (BASFn.DE) e é resistente aos herbicidas glufosinato e mesotrione.

    A variedade de canola 88302 da Monsanto, pertencente à Bayer, é tolerante ao glifosato durante a fase de floração reprodutiva. Ela promete melhor controle de certas ervas daninhas difíceis e uma janela de aplicação mais ampla, de acordo com um comunicado da Bayer na terça-feira. Estará disponível este ano para agricultores canadenses e norte-americanos, e a Bayer estima 1 milhão de acres serão plantados em 2019.

    — Agrolink

     

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