Pragas e doenças não causaram grandes perdas na produção no MS

    O relatório divulgado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) aponta para o fim da colheita da soja e do plantio do milho. Foram cerca de 1.982 visitas a propriedades rurais pela equipe do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SigaMS), que revisaram os números por todo o ciclo e alinharam com imagens de satélite, que confirmam o impacto da estiagem na produtividade, aumento de área para ambas culturas e expectativa de safra para o milho.

    As plantas daninhas com maior porcentagem de incidência nas propriedades visitadas pela equipe do Siga em Mato Grosso do Sul, foram o capim amargoso, buva e o picão preto. Em relação às pragas, percevejo marrom, vaquinha, percevejo barriga verde e lagarta falsa medideira apresentaram as maiores porcentagens, mas não causaram perdas significativas de produção. Sobre as doenças que atacaram as plantas, o oídio, a antracnose e a mancha alvo representam as maiores porcentagens, mas a incidência no geral foi considerada baixa, não ultrapassando 3% para nenhuma das doenças identificadas.

    A safra fecha com média de 48,11 sacas por hectare no Estado. Identificamos médias próximas de 70 sacas e outras fazendas registraram 28,5 sacas por hectare. Isso aconteceu devido as chuvas de manga, mas também pela escassez dela no momento de desenvolvimento da planta e dos grãos.

    Boa parte do milho está se consolidando como uma safra pujante. A equipe do SigaMS prevê um avanço na área de 5,73% e uma produtividade média de 78,2 sacas, atingindo volume de 9 milhões de toneladas.

    A área destinada à soja atingiu 2,98 milhões de hectares, que representa um avanço de 280 hectares ou 10% a mais que no ciclo anterior. Este acréscimo em cima de espaços antes dedicados à outras culturas, faz de Mato Grosso do Sul o estado com maior expansão na cultura.

    — Agrolink

     

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